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last call | última chamada: Tintin @ somerset house, london


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“Tintin: Hergé’s Masterpiece”, Somerset House (London/UK), until January 31 2016, free admission 

During my early years I kept my distance from Hergé’s masterpiece, Tintin. In my 20’s, when I was able to read the original versions in French and ready to discover the world on my own, I could finally understand the geniality behind the stories and the complexity of the characters — as well as the artistry, the history and the adventure.

Tintimania continues since new generations of readers (and viewers) are still attracted by those same ingredients — like it or not, Tintin, despite all the conspiracy theories, has proved to be timeless. No wonder that Rizzoli, one of my favorite publishers in the world, released a book in September 2015 to coincide with “Tintin: Hergé’s Masterpiece” on display, until January 31, at Somerset House in London.

What I like the most about this exhibition is the attempt to explore the evolution of the artwork of Hergé from illustration to design and architecture, through pencil sketches, character drawings and watercolors alongside models/installations of locations such as Tintin’s apartment for example or by bringing out the neoclassical similarity of the Somerset House with Marlinspike Hall, Captain Haddock’s country house.


Acho que ao não incluir Tintin nas minhas primeiras BD’s acabei por tomar, sem ter consciência disso na altura, uma decisão muito sábia. Isto porque aos vinte, quando me decidi finalmente a fazê-lo (e logo em francês), pude ter um entendimento desta obra maior de Hergé que não teria sido possível antes. Na idade maior, mais ainda numa fase em que me encontrava ávido para desbravar o mundo por conta própria, deixei-me finalmente arrebatar por aquele universo e por aquelas personagens que, de uma assentada, me davam arte, história e aventuras.

A tintimania persiste contra ventos e marés — e toda uma série de teorias da conspiração que se foram levantando sobre Hergé e o que teria escondido atrás de Tintin —, até porque novas gerações de leitores (e de espectadores) são atraídas todos os dias por esses mesmos ingredientes universais e intemporais. A exposição “Tintin: Hergé’s Masterpiece”, em cartaz até 31 de janeiro na Somerset House, em Londres, confirma-o, fazendo-se inclusive acompanhar de um livro, com título igual, lançado em setembro de 2015 pela Rizzoli — não me canso de afirmar: é uma das minhas editoras preferidas.

O que me agrada sobretudo nesta apresentação é que somos incitados a acompanhar a evolução do trabalho de Hergé, que foi bem mais do que um ilustrador, não só através de esboços a lápis, aguarelas e desenhos mas também de modelos e plantas, como a do apartamento de Tintin, ou até mesmo explorando a semelhança que existe entre o esplendor neoclássico da Somerset House, enquanto cenário, com o Marlinspike Hall, a casa de campo do Capitão Haddock. incrível, não?

Para quem tinha dúvidas, ela é a prova viva de que grande parte do encanto, e atualidade, de Tintin está naquilo que Hergé soube trazer do design e da arquitetura para os quadrinhos.

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